Movimento Operário

CONSELHO DE DIRETORES DE BASE DA USP

Trecho de intervenção de Paula Litcha na reunião de CDB do Sintusp

18 Oct 2008   |   comentários

O SINTUSP tem sido a grande pedra no sapato da reitoria durante os últimos anos. Esse também é o sindicato que tem diretores que estão lado a lado com os terceirizados, enfrentando fisicamente os bate-paus mandados pela burocracia para reprimir sua greve.

Não é à toa que a reitoria hoje deflagra guerra contra o sindicato. Acaba de punir Brandão, por sua defesa dos terceirizados - diz que isso não corresponde às atribuições do sindicato. Isso é um ataque à liberdade sindical dos trabalhadores, já que a reitoria-patrão é quem decide o que eles podem ou não fazer, tentando impedir a unidade entre concursados e terceirizados.

Se a reitoria é bem sucedida em rifar o SINTUSP, pensemos como os trabalhadores vão se defender da crise económica com menos verba do ICMS na USP, já que é fácil imaginar a política da reitoria: perseguição combinada com terceirização e precarização do trabalho e demissões.

Prepararmo-nos para a crise é, desde já, na USP, lutarmos contra as punições aos trabalhadores. Pela defesa e fortaleza do sindicato, nos organizando para garantir liberdade sindical e política à classe trabalhadora. Precisamos dar uma resposta à altura para revertemos às punições e colocarmos a reitoria na defensiva. E nada mais explosivo que forjar a aliança operário-estudantil e desde as unidades de ensino ir rompendo com a divisão entre estudantes e trabalhadores.

É tarefa de todas as organizações de esquerda defender seus companheiros de trincheira. Se a Conlutas, a Conlute, P-SOL e PSTU não estiverem em defesa ativa daqueles que são reprimidos pela burguesia, essas organizações não servem para organizar os trabalhadores e a juventude. Hoje mais do que nunca a classe operária necessita organizações combativas e fundamentalmente um partido revolucionário, para acabar com o capitalismo.

Paula Litcha é estudante da Letras da USP e militante da LER-QI

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