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México Rebelde. Oaxaca uma Comuna do século XXI

02 Dec 2009 | A coleção especial da revista Estratégia Internacional - Brasil tem como objetivo difundir os mais importantes processos nos quais o proletariado e as classes subalternas protagonizaram no passado recente, enriquecendo desta maneira um debate que permita o desenvolvimento de uma nova subjetividade para os desafios revolucionários do século XXI. A partir de uma perspectiva marxista, na qual está colocada a transformação revolucionária da sociedade, consideramos que é necessária a reflexão histórica de cada um dos fenômenos nos quais se colocamos sinais do porvir. Assim, partindo da recusa de análises abstratas, dogmáticas ou fechadas, apresentaremos temas nos quais a perspectiva da revolução emerge diretamente dos enfrentamentos concretos da luta de classes. Nosso primeiro número é uma co-Edição com Edições Centelha Cultural   |   comentários

Oaxaca: primeira Comuna do século XXI

No estado de Oaxaca sul do México e, sobretudo em sua capital, eclodiram jornadas populares ao longo do segundo semestre de 2006 que marcaram para sempre a história dos movimentos revolucionários da América Latina.
Durante quase seis meses, Oaxaca viveu “sem governador, sem prefeito, sem Justiça” e com sua polícia na defensiva frente a constantes mobilizações de massa e uma combativa greve dos professores, espécie de espinha dorsal do movimento. De junho até o final de outubro, mais de 10 mil manifestantes ocuparam prédios públicos e emissoras de rádio, além de acamparem nas principais praças.
A partir desse levante rebelde, formou-se a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) exigindo a renúncia do governador do Estado de Oaxaca, o tirano Ulises Ruiz, e funcionou como um embrião de governo paralelo e poder popular.

A Comuna de Oaxaca recoloca, sobre a pauta programática e política, a questão da estratégia soviética, do papel dos órgãos assembleístas de luta e dos conselhos de trabalhadores em sua condição de sujeito necessário da luta pela emancipação e o papel do partido da classe operária nestes acontecimentos.

Gilson Dantas [1], Brasília, novembro 2009

[1Gilson Dantas, graduado em medicina pela UnB (1974) e mestre e doutor em sociologia (2003) pela mesma Universidade. Editor da revista Contra a Corrente (Brasília-DF) e integrante das revistas Iskra e Antítese. Participa do livro O incontornável Marx (UNESP-EdUFBa, 2007), e é autor de Estados Unidos, militarismo e economia da destruição (Achiamé, RJ, 2007).









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