Internacional

SOLIDARIEDADE

Em defesa do A-90: os estudantes que tomaram o rumo da história em suas mãos

07 Jan 2012   |   comentários

Desde a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo viemos manifestar nosso mais profundo repúdio ao desalojamento e a tentativa de fechamento do Liceu A-90 que vem tentando impor Julio Palestro.

Os estudantes do Liceu A-90 são atacados por transformar-se em um exemplo nacional da mobilização da juventude que combate o sistema educacional neoliberal herdeiro do regime de Pinochet. O exemplo de autogestão mantido pelos estudantes do A-90 que, assumiram para si, com enorme apoio dos professores, pais e da comunidade, o controle dos programas, do funcionamento deste colégio, mantendo seu pleno funcionamento por mais de dois meses constitui um exemplo simbólico dado pela juventude chilena a todos os que lutam contra este regime social de exploração, e, portanto, um enorme risco à manutenção de governos como Piñera, sustentado na perpetuação dos privilégios da classe dominante chilena, nos compromissos com o imperialismo à custa da exploração e opressão aos trabalhadores, estudantes e ao conjunto do povo chileno.

Para nós, no Brasil, onde a classe dominante passou décadas reproduzindo a ideologia que busca naturalizar a privatização de direitos fundamentais como a educação, o exemplo do A-90 nos entusiasma muitíssimo e aponta o caminho a ser seguido por toda juventude latino-americana e por todos os que lutam por uma educação pública e de qualidade.

Nos solidarizamos incondicionalmente com a luta dos estudantes chilenos e aos nossos companheiros do A-90 pois acreditamos que, em tempos marcados pela crise econômica capitalista, em que os patrões e governos como Piñera preparam medidas mais duras de ataque às condições de vida e de trabalho, em que a juventude é especialmente atingida, será mais do que necessário generalizar experiências como as do A-90 e forjar uma sólida aliança entre os estudantes e trabalhadores para por abaixo toda a estrutura reacionária que mantém a ordem social de exploração em que vivemos.

Diretoria do Sindicato de Trabalhadores da USP

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